Fundação Agir Hoje

A Fundação Agir Hoje procura ajudar as pessoas em situação de sobreendividamento ou fragilidade financeira a reorganizarem a própria vida, a começar pelo ajustamento à mudança que estas situações muitas vezes implicam. Não prestamos auxílio financeiro directo mas temos disponíveis gabinetes individuais de aconselhamento financeiro, jurídico e de apoio psicológico e social.

1 – Pode explicar, resumidamente, a área de intervenção da Fundação Agir Hoje?

A Fundação Agir Hoje procura ajudar as pessoas em situação de sobreendividamento ou fragilidade financeira a reorganizarem a própria vida, a começar pelo ajustamento à mudança que estas situações muitas vezes implicam. Não prestamos auxílio financeiro directo mas temos disponíveis gabinetes individuais de aconselhamento financeiro, jurídico e de apoio psicológico e social. Propomos, ainda, grupos de entreajuda, nos quais damos à pessoas um espaço de diálogo, motivação e de apoio para a definição de novos objectivos de vida após a crise.

2 – De onde surgiu a ideia de criar a Fundação Agir Hoje
Surgiu o conhecimento da realidade do sobreendividamento e dos factores que estão "por trás" da dívida. Hoje em dia quando surge uma situação que provoca desequilíbrio financeiro (divórcio, desemprego, doença) muitas vezes a primeira reacção é procurar apoio financeiro -por exemplo, através de créditos -  para manter o nível de vida, procurando evitar os ajustamentos mais dolorosos. Noutros casos, a pessoa nem sequer chegou a lidar com essas situações perturbadoras  e encontra-se "presa" a episódios da sua vida passada que a condicionam ainda no dia-a-dia, sem conseguir mudar e "seguir em frente".
Percebemos assim que para o equilíbrio financeiro era preciso também ajudar as pessoas a conquistarem o seu equilíbrio pessoal e, numa altura de crise, nacional e internacional, quisemos dar este contributo para a mudança, para que as alterações no estilo de vida e o necessário reajustamento financeiro pudessem ser apoiados.

3 – Qual considera ser o factor de inovação da sua organização?
Sem dúvida os grupos de entreajuda são o factor de inovação pois, ao que sabemos, somos o únicos a promovê-los em Portugal com estes objectivos de apoio a pessoas em situação de fragilidade financeira, embora seja uma metodologia testada para outras situações e existam grupos semelhantes aos nossos no Reino Unido, pelo menos.

4 – Em que momento de desenvolvimento da organização foi iniciada a relação com a Stone Soup?
Logo no início da preparação do projecto.

5 - Para responder a que problema ou desafio específico?
Para dar apoio ao lançamento das operações através da estruturação dos vários planos necessários para a organização da actividade.

6 - Que benefícios trouxe esta relação?
Ajudou-nos a optimizar os nossos métodos, para além de termos beneficiado da larga experiência equipa Stone Soup no 3º sector.

7 – Quais são os principais desafios que se apresentam para a sua organização no futuro?
Estamos ainda na fase de arranque e neste momento o que procuramos é conseguir a necessária sustentabilidade entre o desejável crescimento e a nossa capacidade de resposta. Por sermos inovadores, procuramos sempre avaliar a validar (ou não) as nossas acções e  depois de conseguirmos a experiência e implantação desejáveis na área da Grande Lisboa (onde estamos sedeados), o principal desafio a enfrentar vai ser a expansão para outras zonas do país, a começar pelo Grande Porto.

8 – Um comentário final. Quais são, na sua opinião, os factores de sucesso de uma Organização do Terceiro Sector?
Em primeiro, ter um projecto que venha dar resposta a necessidades reais da sociedade.  Isto significa que é importante estar disponível para perceber que a acção de uma organização ou projecto acabou e que é tempo de mudar.
Do ponto de vista do funcionamento salientaria ter uma boa organização, uma grande dose de adaptabilidade - a factores externos e internos - uma enorme confiança nos projectos e uma saudável dose de loucura para rir das dificuldades e seguir em frente, sem deixar de aprender com os erros, é claro.